Oportunidades x Obstáculos

As pessoas de mentalidades ricas focalizam oportunidades.

As pessoas de mentalidade pobre focalizam obstáculos.

Os segredos de uma mente milionária As pessoas ricas vêem oportunidades. As pessoas de mentalidade pobre identificam obstáculos. As pessoas ricas reconhecem o potencial de crescimento. As pessoas de mentalidade pobre consideram o potencial de perda. As pessoas ricas focalizam a remuneração. As pessoas de mentalidade pobre concentram-se no risco. Tudo se resume à velha questão: “O copo esta meio vazio ou meio cheio?” Não estou falando de pensamento positivo, estou me referindo à sua perspectiva habitual do mundo. Grande parte das pessoas de mentalidade pobre toma decisões inspirada pelo medo. A sua mente está o tempo todo à procura do que está ou pode dar errado em qualquer situação. A sua programação mental primordial é: “E se não der certo?” Ou, mais freqüentemente: “Isso não vai dar certo”.

Quem possui uma visão de classe média é ligeiramente mais otimista. A sua programação mental é: “Espero que de certo”.

Os ricos, como já disse, assumem a responsabilidade pelos resultados da sua vida e agem segundo a programação mental “Vai dar certo porque eu farei com que dê certo”.

Eles esperam ser bem-sucedidos. Têm confiança na sua capacidade e criatividade e acreditam que, se alguma coisa falhar, vão descobrir outro jeito de obter sucesso.

De modo geral, quanto maior a recompensa, maior o risco. Por verem oportunidades o tempo todo, as pessoas ricas estão dispostas a arriscar. Elas acreditam que conseguirão recuperar o seu dinheiro caso a vaca vá para o brejo.

A expectativa das pessoas de mentalidade pobre, ao contrario, é fracassar. Elas não têm confiança em si mesmas nem na sua capacidade. Estão certas de que, se não forem bem-sucedidas nas suas ações, será uma catástrofe. E, como só vêem obstáculos, geralmente não estão dispostas a correr riscos. Sem risco, não há recompensa.

É bom lembrar que estar aberto a aceitar riscos não corresponde necessariamente a estar disposto a perder. As pessoas ricas correm riscos calculados. Isso quer dizer que elas pesquisam, realizam as análises necessárias e tomam decisões baseadas em fatos e informações sólidas. Mas será que passam a vida inteira se informando?

Não. Elas fazem o que está ao seu alcance, no menor tempo possível, e tomam a decisão calculada de ir à luta ou não.

 

Marcar Passo

Embora digam estar se preparando para uma oportunidade, o que as pessoas de mentalidade pobre geralmente fazem é marcar passo. Morrendo de medo, levam semanas, meses e até mesmo anos a fio pensando no que fazer e, quando decidem, a oportunidade já desapareceu. Então elas se justificam dizendo: “Eu estava me preparando”. Com certeza, mas, enquanto se  preparavam, o sujeito rico entrou em cena, saiu de cena e ganhou mais uma fortuna.

Sei que pode parecer estranho o que vou dizer, considerando quanto valorizo a responsabilidade do indivíduo para consigo mesmo. Realmente acredito que o que as pessoas chamam de sorte está associado ao enriquecimento e ao sucesso em qualquer campo.

No futebol, um time pode ganhar o jogo porque o goleiro da outra equipe engole um frango faltando menos de um minuto para o fim da partida. No golfe, pode ser uma tacada mal dada que bate numa árvore e volta para o green a 10cm do buraco.

No mundo dos negócios, você já deve ter ouvido falar de alguém que aplicou dinheiro num terreno da periferia e 10 anos depois surgiu um conglomerado que decidiu construir ali um shopping center ou um edifício de escritórios. Esse investidor ficou rico. Terá sido uma brilhante jogada comercial ou pura sorte? O meu palpite é: um pouco das duas coisas.

A questão, porém, é que a sorte – ou qualquer coisa do gênero – não cruzará o seu caminho se você não executar uma ação. Para ter sucesso financeiro, primeiro é necessário que você faça algo, compre algo ou comece algo. E depois disso? Terá sido a sorte, o universo ou um poder superior que o terá ajudado com um milagre por sua coragem e por seu compromisso de ir à luta? Na minha opinião, tanto faz. Apenas acontece.

 

Querer ou não querer

Outro princípio-chave pertinente nesse caso é: as pessoas ricas focalizam o que elas querem, enquanto as que têm uma mentalidade pobre concentram-se no que não querem. Repetindo, a lei universal diz: “Aquilo que você focaliza se expande”. Como os ricos estão sempre voltados para as oportunidades, elas chovem na sua vida. O seu maior problema é administrar todas as chances de ganhar dinheiro que aparecem à sua frente. No caso das pessoas de mentalidade pobre, que, por outro lado, estão sempre enfatizando os obstáculos, eles se multiplicam ao seu redor. O seu maior problema é como se livrar de tantos problemas.

A questão é simples. O seu campo focal determina o que você encontrará na vida. Concentre-se nas oportunidades e verá oportunidades. Atenha-se aos obstáculos e terá obstáculos. Não estou lhe dizendo para não tomar cuidado com os problemas. Trate deles à medida que forem aparecendo, no momento presente. Mas mantenha os olhos postos nas suas metas, permaneça em movimento rumo aos seus objetivos. Dedique o seu tempo e a sua energia a conquistar aquilo que você quer. Quando surgirem dificuldades, supere-as e, em seguida, recupere rapidamente o seu foco. Não permaneça a vida inteira resolvendo complicações. Pare de ficar o tempo todo apagando incêndios. Quem faz isso anda para trás. Empregue o seu tempo e a sua energia em pensamentos e atos, seguindo firmemente adiante, na direção do seu propósito.

Quer um conselho simples mas raro? Se você deseja ficar rico, concentre-se em ganhar, conservar e multiplicar o seu dinheiro. Se prefere ser pobre, dediquese a gastá-lo. Independentemente de quantas dezenas de livros você leia e de 52 quantos cursos sobre sucesso você faça, tudo se resume a isso. Lembre-se: aquilo que você focaliza se expande.

 

Força interior

As pessoas ricas entendem também que não é possível ter todas as informações de antemão. Em um dos meus programas, oriento os participantes a acessar a sua força interior e vencer a despeito de tudo. Ensino um princípio conhecido como “Preparar, fogo, apontar!”. O que significa isso? Prepare-se o melhor que puder no menor tempo possível, aja e corrija-se no caminho.

É loucura pensar que se pode saber tudo o que vai ocorrer no futuro. É ilusão supor que é possível estar preparado para qualquer circunstância que surja no processo e também protegido contra ela. No universo não há linha reta, você sabia? A vida não viaja em linhas perfeitamente retas. Ela se assemelha mais a uma estrada sinuosa.

Em geral, só conseguimos ver a curva seguinte e, só depois de alcançá-la, é que somos capazes de avistar mais.

 

Começar com o que tem

A idéia é você começar o jogo com tudo o que tem, no lugar onde está. Ê o que chamo de entrar no corredor. Vou lhe dar um exemplo. Anos atrás eu planejava abrir um café e confeitaria 24 horas em Fort Lauderdale, Flórida. Estudei as opções de localização, o mercado e o equipamento necessário. Pesquisei também os tipos de bolos, tortas, sorvetes e cafés disponíveis, O primeiro problema foi que engordei à beça. Comer o objeto da minha pesquisa não foi de grande ajuda.

Então me perguntei: “Harv, qual é a melhor maneira de estudar um ramo de negócio?” E esse sujeito chamado Harv, que era evidentemente muito mais esperto do que eu, respondeu: “Se você quer conhecer um negócio a fundo, entre nele. Ninguém tem a obrigação de saber tudo. Entre no corredor conseguindo um emprego na área. Você aprenderá mais varrendo o chão e lavando pratos num restaurante do que se passar 10 anos pesquisando do lado de fora”. (Eu não disse que ele era muito mais esperto do que eu?)

Foi o que fiz. Arranjei um emprego numa empresa do ramo. Gostaria de poder dizer que os meus soberbos talentos foram imediatamente reconhecidos e que recebi de cara o cargo de diretor executivo. Mas, o que fazer… Como ninguém ali percebeu as minhas qualidades de liderança, tive que começar como ajudante de garçom. É isso mesmo, varrendo o chão e lavando pratos. Não é engraçado como o poder da intenção dá certo?

Você deve estar pensando que eu tive que engolir o meu orgulho para aceitar esse trabalho, mas a verdade é que nunca considerei a questão dessa forma. A minha missão era conhecer o negócio dos doces, por isso me senti grato pela oportunidade de aprender o assunto “de carona” na empresa de alguém e ainda por cima ganhar um dinheirinho.

Nessa temporada como ajudante de garçom, passei o máximo de tempo conversando com o gerente sobre receitas e despesas, examinando caixas para descobrir os nomes dos fornecedores e ajudando o padeiro, às quatro da manhã, para aprender sobre os equipamentos, ingredientes e problemas do ramo.

Eu devia estar indo bastante bem na minha função porque, depois de uma semana, o gerente me chamou, me deu um pedaço de torta e me ofereceu uma promoção ao posto de… caixa. Pensei naquilo durante um exato nanossegundo e respondi: “Obrigado, mas não, muito obrigado”.

Primeiro, não haveria muito o que aprender se eu ficasse preso atrás de uma caixa registradora. Segundo, já sabia o que eu queria saber. Missão cumprida.

É isso o que quero dizer com “corredor”: entrar no campo em que você quer estar no futuro, aceitando qualquer função, para ter condições de conhecer a atividade. Esse é, de longe, o melhor método para se aprender um negócio. Primeiro, você pode vê-lo por dentro; segundo, tem condições de fazer os contatos necessários, o que seria complicado estando do lado de fora; terceiro, uma vez no corredor, outras “portas de oportunidade” se abrem à sua frente – isto é, observando o que realmente acontece, você tem a chance de identificar um nicho que não havia percebido antes; quarto, talvez você descubra que não gosta do ramo – e dê graças a Deus por ter ficado sabendo disso antes que fosse muito tarde.

Então, qual dessas quatro situações ocorreu comigo? Quando deixei aquela empresa, mal podia ver uma torta e, muito menos, sentir o cheiro de qualquer uma delas. Segundo, o padeiro saiu de lá um dia depois de mim e me telefonou para dizer que acabara de descobrir um novo e fantástico equipamento de ginástica conhecido como botas para gravidade, que são usadas nos exercícios de inversão corporal feitos em barras (talvez você tenha visto Richard Gere com elas numa cena do filme Gigolô americano em que ele fica pendurado de cabeça para baixo). Ele queria saber se eu estava interessado em dar uma olhada naquele produto. Fui conferir e cheguei à conclusão de que as botas eram simplesmente o máximo, mas o ex-padeiro, não. Assim, entrei sozinho no negócio.

Comecei vendendo as botas para lojas de departamentos e de material esportivo. Percebi que todos os revendedores tinham algo em comum – equipamentos de ginástica de má qualidade. Os sinos do meu cérebro badalaram freneticamente: “Oportunidade, oportunidade, oportunidade”. É engraçado como as coisas acontecem. Era a minha primeira experiência com esse tipo de produto e ela me levou a abrir uma das primeiras lojas de varejo de artigos de fitness da América do Norte e a ganhar o meu primeiro milhão. E pensar que tudo começou quando me propus a ser ajudante de garçom. A mensagem é simples: entre no corredor. Você nunca sabe que portas se abrirão no seu caminho.

 

Lema

Eu tenho um lema: “A ação sempre vence a inação”. As pessoas ricas saem em campo, acreditando que, uma vez dentro do jogo, podem tomar decisões inteligentes, no momento presente, fazer correções de rumo e ajustar as velas durante o percurso.

As pessoas de mentalidade pobre, por não confiarem em si mesmas e nas suas aptidões, acreditam que precisam saber tudo de antemão, o que é praticamente impossível. Enquanto isso, não fazem nada.

Os ricos, com a sua atitude positiva de “preparar, fogo, apontar”, entram em ação e quase sempre vencem. Quem pensa pequeno costuma dizer a si mesmo: “Não vou fazer nada até identificar todos os possíveis problemas e saber exatamente como lidar com eles”. Assim, nunca age e conseqüentemente sempre perde.

Os ricos vêem uma oportunidade, mergulham nela e ficam ainda mais ricos. E aquelas outras pessoas? Ainda estão “se preparando”.

 

DECLARAÇÃO

Eu focalizo as oportunidades e não os obstáculos.

Eu tenho uma mente milionária!

AÇÕES DA MENTE MILIONÁRIA

  1. Entre no jogo. Pense numa situação ou num projeto que você tenha tido vontade de começar. O que quer que você esteja esperando, esqueça. Comece agora, de onde está, a partir do que você tem. Se possível, dê o primeiro passo trabalhando como empregado ou com outra pessoa para aprender os macetes. Se já aprendeu, não tem mais desculpa. Vá à luta!
  2. Pratique o otimismo. Tudo o que alguém considerar problema ou obstáculo, reclassifique como oportunidade. Você deixará loucas as pessoas negativas, mas, afinal, qual é a diferença? Não é isso o que elas fazem consigo mesmas o tempo todo?
  3. Focalize o que você tem e não o que você não tem. Faça uma lista de 10 coisas pelas quais você se sente grato e leia-a em voz alta. Repita essa leitura todas as manhãs durante os 30 dias seguintes. Se não gostar do que possui, não terá mais nada disso nem precisará ter.

 

Fonte: Os Segredos de Uma Mente Milionária

Adaptação: Luiz Silva

 

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